Como vocês puderam perceber, engordei e emagreci diversas vezes ao longo dos últimos 10 anos. A pergunta que sempre me fiz durante este tempo foi: será que estou preparado para encarar ser magro de novo? Pode parecer uma pergunta estúpida a princípio. Muita gente responderia que sim sem hesitar, mas se olharmos realmente para nossas crenças, é bem provável que cheguemos a uma conclusão diferente. O efeito sanfona comprovou que menti para mim mesmo durante um bom tempo. Eu não tinha a menor dúvida que queria voltar a ser magro, mas percebi que não estava sendo sincero comigo mesmo.
O significado de ser magro estava para mim ligado intrinsicamente ao conceito de aceitação. No fundo, no fundo, tudo o que buscava era ser aceito, ser amado, admirado. O problema é que vivemos hoje em um mundo onde tudo parece estar mais complexo e para se encanarmos que para ser aceito hoje precisamos estar dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade nos veremos correndo feito loucos atrás de tudo que aparentemente nos falta. E olha que neste mundo complexo o que não faltam são acessórios de kits pré-formatados que contribuem para a formação de personalidade, de estilo, de postura e por aí vai.
Estamos vivendo uma cultura onde nunca houve tanta diversidade. São milhares de nichos a sua escolha cada qual com seu Kit de características que poderão ser adquiridos com o intuito de garantir a aceitação por um determinado grupo. Houve época onde existiam apenas homens e mulheres. Depois disso, eles se dividiram em ricos e pobres. A personalidade com o tempo acabou virando passaporte para a aceitação. Não importa quem você seja, mas precisa ter um conjunto de opiniões sejam elas manifestadas na forma como você fala, defende idéias, seja na forma como se veste, o que você come, onde frequenta, que música ouve, o que anseia em vida proissional, estilo de parceiro... a lista fica maior a cada dia.
Você algum dia imaginou que poderia haver um cara neo-nerd-internético-cool? Pois bem, podemos citar um Mark Zuckerberg da vida (pra quem não sabe, dono do Facebook). Alguém que há anos atrás se via rejeitado na condição de nerd por ser esquisito, quadrado, inteligente demais (qualidade em excesso também é mal visto pela sociedade, pois ser bom emalgum extremo é fora do padrão mediano e encarado como uma tentativa de ser perfeito, T.O.C., egocentrismo, ganância). Mas o Mark encontrou seu nicho. Estabeleceu um conjunto de crenças (todas super fundamentadas por seu comportamento) que reempacotou o arquétipo do nerd de forma a ser aceito, melhor, ser admirado.
Os nichos sociais estão portanto cada vez mais complexos. Para ser um Mark, você não pode ser um nerd qualquer. O Neo-nerd não é sensível como o Nerd. Ele aprendeu a ser bruto, sarcástico (o que aumenta a masculinidade). Ele continua sendo inteligente e manja muito de assuntos técnicos, mas agora é um expert em tendências de comportamento. O Nerd de antigamente até percebia os padrões comportamentais e os guardava para si, se conformando com seu pequeno mundo injustiçado. Mas o neo-nerd tem corajem para falar e transformar suas percepções e opiniões em argumentos aceitos em qualquer casa do ramo. Ele aprendeu a transformar seu desleixo em se vestir em um desarrumado-chique. Seus aparatos tecnológicos agora têm um design diferenciado. O neo-nerd faz questão de mostrar que tem um gosto preciso por tudo o que é contra-tendência, anti-playboy, até tatuagem tomou coragem de fazer. O freak vira cool. Ele aprende a gostar de ganhar dinheiro, embora afirme que não ligue para isso.
A esta altura você já deve ter imaginado uma pessoa com infinitas características físicas, psicológicas, comportamentais, sociais, financeiras e blá, blá, blá. E se esta pessoa não atender um dos 25.650 itens que compõem o neo-nerd, ele não pode ser considerado um e logo volta a ser um "perdedor". Puta que pariu! Como esta simples palavra pode afetar tanto um ser humano? Tudo o que ninguém quer ser é um perdedor.
Onde eu quero chegar com isso tudo é que acreditar em qualquer possibilidade de falta te faz correr atrás de uma porrada de coisas que te definam a ponto de ser aceito. E com a gordura não é diferente! Você poderá sim ser aceito enquanto gordo. Como? Existem 2 formas. A pimeira, é você acumular 1 milhão de outras características que te tornaram tão bacana, tão descolado perante a sociedade, que legitimarão sua persona-cool, sendo classificado como um micro nicho do nicho do nicho. Uma nova categoria de gente, única, uma peça rara, difícil de encontrar, original...
A segunda forma é muito mais simples. É você simplesmente não acreditar que precisa de nada. Nada falta a você, sendo que sua simples existência já é por si só motivo de realizaçano plena. Torna-se impossível não aceitar alguém que se vê pleno, sempre feliz e que, por não estar nem aí, é original, criativo, destemido. Uma pessoa que não tem vergonha de si, nem de nada. Que não tem medo de se expor, de se doar. Alguém que é inevitavelmente bem-humorado, pois a leveza com se encara a vida dentro desta perspectiva faz com que não exista a preocupação em defender qualquer tipo de imagem, personalidade, opininião. Alguém que simplesmente é. Sem rótulos, nem a necessidade de tê-los.
Depois de tantos anos tentando a primeira alternativa, resolvi me entregar a simplicidade e aceitar definitivamente quem eu sou de fato. Você deve ter notado que estou atraente apesar de gordo. E é justamente o que estou provocando neste exato momento. Tornei-me disponível para você! Estou te convidando a visitar um lugar na mente onde não existe falta, onde não é peciso correr atrás de nada, nem defender nenhuma opinião, imagem, conceito. Muitos blogs de gordos que estão tentando emagrecer, o colocam no papel de vítima, ou seja, alguém que irá sofrer por x meses e passar todo tipo de privação para conquistar sua simpatia e finalmente "merecer" o emagrecimento como recompensa. Ele estimula o sentimento de pena no leitor que passa a sofrer junto com o personagem, reforçando assim a idéia de que precisamos nos foder para merecer ganhar uma das milhares características que o faram ser aceitos. Mas tudo é um projeto de frustração onde todo o peso perdido pelo sacrifício volta patra o corpo como culpa de se estar buscando na aparência uma forma de aceitação.
Aqui, você verá que eu já me sinto amado. Que já me sinto completo. Você irá perceber que com 104 ou com 84 Kg serei a mesma pessoa, provocarei em você a mesma empatia. Esta é a única razão da existência deste projeto. Está curioso? Embarque comigo nesta jornada e te dou a garantia de mostrar a você a leveza de simplesmente ser. Agora sim estou preparado para ser magro. E você?
Amor,
ResponderExcluirO que acha?
Fala meu querido.
Assim como me auxiliou a enxergar verdadeiramente alguns aspetos na última terça-feira, numa dinâmica que foi e tem sido bastante relevante para mim, sinto que preciso comentar seu post para que, juntos, consigamos encontrar uma fonte motivadora verdadeira para a iniciativa que está tomando. Até porque, você sabe bem, essa é uma questão que me compete também, pois é um movimento que sempre esteve presente nesta minha projeção imaginária no mundo.
Inicialmente, gostaria de comentar acerca do início do breve texto sobre “O Projeto”. Quando diz que está “cansado de carregar um peso que não é seu e, assim, decidiu abandoná-lo por completo”, vejo uma questão relevante, mas que não guarda relação com a maneira com a qual expôs. A forma manifesta da imagem não é a causa de algo, o peso não é a causa de algo, mas a consequência de um sistema de pensamento, de uma ideia no mundo. Há necessidade de agir no âmbito da forma ou das ideias? Há necessidade de correção no equívoco que apresenta esta imagem ou de exercícios físicos para a própria imagem?
Gostaria de ir mais longe, agora tocando em pontos deste seu post.
Quando o leio, me passa uma sensação de estar tentando justificar, dentro de um aspecto verdadeiro, uma intenção que é meramente mundana e se relaciona somente com ideias de mundo.
Se diz que está pleno, já se sente amado, está atraente apesar de gordo, que nada lhe falta, qual é a razão para fazer exercícios para emagrecer?
Se não há diferença entre estar com 84 Kg ou 104Kg, porque está querendo mudar?
Se já se sente amando e manifesta o amor, não há nada que precise ser feito com você, senão utilizar a imagem para o auxílio no despertar de outros aspectos de sua própria mente.
Em que medida não está se confundindo com a sua imagem?
Como ressalta em alguns momentos, se você simplesmente É, não há sensação de falta alguma. Então, qual a fonte motivadora do emagrecimento? Não há uma sensação de falta aí?
Quando fala sobre carregar um peso que não é seu, não há uma sensação de falta aí?
Falta de paz? Falta de saúde? Falta de um corpo atraente?
Por que dizer “carregar um peso” se ideias não possuem massa nem volume? Você é o corpo? Você tem peso?
Não digo que a iniciativa não seja interessante ou curiosa, mas vejo que ainda falta encontrar o impulso plenamente honesto que move a ação.
Talvez seja uma maneira de despertar nos gordinhos de plantão o interesse para enxergarem a realidade do que são, para que não fiquem se apegando à uma imagem projetada. Neste caso, talvez seja mais útil simplesmente escrever e explicar sobre o sistema de pensamento dos gordinhos, que nós conhecemos bem...hahahahah
Porque, fazer exercícios para emagrecer e conciliar com uma dieta é o que todo gordinho escuta todo dia. E todo gordinho quer o que todas as pessoas não gordinhas, todos os seres ditos vivos e não vivos no mundo querem: amar e serem amado. E isso, ao meu ver, não tem relação com ser gordinho ou magrinho, pois quase a unanimidade das pessoas projetadas no mundo desconhece o amor, apresentem elas a forma física que for.
Existem artistas que representam estereótipos de felicidade e plenitude, servem de referência de vida para bilhões de pessoas, estão em forma, são ditos lindos e admirados, mas estão essencialmente em conflito consigo mesmos, e não raras vezes encontram uma maneira de atacar a si próprios até que, por fim, projetem uma ideia de morte e inexistência no mundo.
Então, qual o fundamento para se batalhar e chegar a algo que não trará aquilo que se espera?
Talvez não seja este um ponto forte a servir de base para a experiência?
Gostaria de ouvir suas palavras, pois seria muito útil, creio, encontrarmos um fundamento Verdadeiro para esta ação que está praticando, até porque, tenho um interesse direto nisso. Ou talvez, queria ouvir o fundamento Verdadeiro que já existe em sua ação e que, ainda, não consegui enxergar.
Vamos fazer uma dinâmica?
Grande beijo
Fábio Glingani
Obs: me responda no face ou por aqui mesmo, porque não uso blog tá?
Fala marquinhos... corri o texto, então peço que desconsidere os dois anteriores.
ResponderExcluirFala meu querido.
Assim como me auxiliou a enxergar verdadeiramente alguns aspetos na última terça-feira, numa dinâmica que foi e tem sido bastante relevante para mim, sinto que preciso comentar seu post para que, juntos, consigamos encontrar uma fonte motivadora verdadeira para a iniciativa que está tomando. Até porque, você sabe bem, essa é uma questão que me compete também, pois é um movimento que sempre esteve presente nesta minha projeção imaginária no mundo.
Inicialmente, gostaria de comentar acerca do início do breve texto sobre “O Projeto”. Quando diz que está “cansado de carregar um peso que não é seu e, assim, decidiu abandoná-lo por completo”, vejo uma questão relevante, mas que não guarda relação com a maneira com a qual expôs. A forma manifesta da imagem não é a causa de algo, o peso não é a causa de algo, mas a consequência de um sistema de pensamento, de uma ideia no mundo. Há necessidade de agir no âmbito da forma ou das ideias? Há necessidade de correção no equívoco que apresenta esta imagem ou de exercícios físicos para a própria imagem?
Gostaria de ir mais longe, agora tocando em pontos deste seu post.
Quando o leio, me passa uma sensação de estar tentando justificar, dentro de um aspecto verdadeiro, uma intenção que é meramente mundana e se relaciona somente com ideias de mundo.
Se diz que está pleno, já se sente amado, está atraente apesar de gordo, que nada lhe falta, qual é a razão para fazer exercícios para emagrecer?
Se não há diferença entre estar com 84 Kg ou 104Kg, porque está querendo mudar?
Se já se sente amando e manifesta o amor, não há nada que precise ser feito com você, senão utilizar a imagem para o auxílio no despertar de outros aspectos de sua própria mente.
Em que medida não está se confundindo com a sua imagem?
Como ressalta em alguns momentos, se você simplesmente É, não há sensação de falta alguma. Então, qual a fonte motivadora do emagrecimento? Não há uma sensação de falta aí?
Quando fala sobre carregar um peso que não é seu, não há uma sensação de falta aí?
Falta de paz? Falta de saúde? Falta de um corpo atraente?
Por que dizer “carregar um peso” se ideias não possuem massa nem volume? Você é o corpo? Você tem peso?
Não digo que a iniciativa não seja interessante ou curiosa, mas vejo que ainda falta encontrar o impulso plenamente honesto que move a ação.
Talvez seja uma maneira de despertar nos gordinhos de plantão o interesse para enxergarem a realidade do que são, para que não fiquem se apegando à uma imagem projetada. Neste caso, talvez seja mais útil simplesmente escrever e explicar sobre o sistema de pensamento dos gordinhos, que nós conhecemos bem...hahahahah
Porque, fazer exercícios para emagrecer e conciliar com uma dieta é o que todo gordinho escuta todo dia. E todo gordinho quer o que todas as pessoas não gordinhas, todos os seres ditos vivos e não vivos no mundo querem: amar e serem amado. E isso, ao meu ver, não tem relação com ser gordinho ou magrinho, pois quase a unanimidade das pessoas projetadas no mundo desconhece o amor, apresentem elas a forma física que for.
Existem artistas que representam estereótipos de felicidade e plenitude, servem de referência de vida para bilhões de pessoas, estão em forma, são ditos lindos e admirados, mas estão essencialmente em conflito consigo mesmos, e não raras vezes encontram uma maneira de atacar a si próprios até que, por fim, projetem uma ideia de morte e inexistência no mundo.
Então, qual o fundamento para se batalhar e chegar a algo que não trará aquilo que se espera?
Talvez não seja este um ponto forte a servir de base para a experiência?
Gostaria de ouvir suas palavras, pois seria muito útil, creio, encontrarmos um fundamento Verdadeiro para esta ação que está praticando, até porque, tenho um interesse direto nisso. Ou talvez, queria ouvir o fundamento Verdadeiro que já existe em sua ação e que, ainda, não consegui enxergar.
Vamos fazer uma dinâmica?
Grande beijo
Fábio Glingani
Olá meu querido!
ResponderExcluirCara, adorei seu comentário! Cada questão levantada é mais uma oportunidade para olharmos para o que está acontecendo. E não só comigo, mas com o mundo de uma forma geral, afinal, as respostas andam de mãos dadas com as perguntas.
Antes de respondê-las gotaria de ir contigo no lugar que lhe motivou a fazer este comentário. Neste lugar existe conforto ou desconforto? Existe desconfiança ou confiança? Existe opinião ou a voz de Deus? Façamos então uma pausa breve para olhar para a real motivação.
Quando falo sobre o cansaço de carregar um peso que não é meu, descrito no texto de introdução (o projeto) me refiro a todo o tempo em que vivi acreditando que faltava algo em minha vida. O peso nada mais é do que uma representação física de equívocos baseados neste sistema de pensamento. Largar o peso é justamente largar os equívocos que ele representa.
Hoje, não acredito mais nas idéias contidas em cada quilo do meu corpo e quando isso acontece é natural que estas manifestações deixem de existir naturalmente. Pela primeira vez na vida não estou incomodado com o fato de estar gordo, aliás, incômodo é algo que não tenho sentido já faz um tempinho. Estou me sentindo pleno com 104 Kg e é com esta aparência que tenho compartilhado o amor, é com esta aparência que tenho motivado as pessoas, é com esta aparência que estou sendo amado como nunca estive antes, mas não porque não era amadao, mas sim porque até então não me permitia ser amado.
Desta forma, não tenho necessidade de perder peso algum! Só que esta iniciativa foi algo que veio para mim de forma inesperada e partindo de um lugar verdadeiro em um momento de muita paz e conforto. E quando isso acontece, partir para a ação é algo inevitável, mesmo sem entender direito o porquê. Este último post só foi escrito hoje, pois somente hoje consegui encontrar 100% das respostas do que há por trás disso tudo. Primeiro eu confiei no que me foi requisitado. Ainda não sabendo ao certo o que deveria ser exatamente feito, me ative em duas premissas básicas. A primeira, ser verdadeiro e assumir a real identidade. A segunda, compartilhar o amor, me entregando inteiramente à tarefa proposta.
Todas estas perguntas que você está me fazendo eu já me fiz, justamente para tentar identificar a real motivação. As respostas vieram no sentimento de conforto e paz que tenho sentido toda vez que compartilho. O como tem vindo a medida que surge cada situação, bastando para isso seguir as duas premissas básicas que acabei de descrever. Onde isso vai dar? Eu não faço a mínima idéia! hehe Eu só tenho certeza de uma coisa. Não há como mudar o que já está perfeito. O sentimento que é manifestado hoje por meio de aparência ou por meio de atitudes será o mesmo se eu vier a perder 20 Kg, 40 Kg ou apenas 1 Kg. Se eu não perder nada, cada gordinho perceberá que não é preciso perder nada. Se eu perder, ele perceberá que é possível perder sem necessidade de tal.
No entanto, ao olhar para todas estas questões, percebi que existem muitos equívocos em torno desta questão de peso. O primeiro é o da necessidade, o qual a este ponto espero ter deixado claro que ele é ireal, pois eu simplesmente não preciso disso. Outro e principal é que é a crença no sofrimento. As pessoas fazem exercícios amarrados a idéia que quanto mais dor, quanto mais esforço for feito, quanto maior for a privação de alimentos, maior será o resultado. Todo sacrifício não leva a lugar algum! Ou melhor, leva a retroalimentar o sistema de culpa que é baseado na idéia de falta. Assim, cada kg perdido voltará em dobro após algum período...(continua)
Você acha que se eu ligasse para a minha aparência mostraria vídeos exibindo minha pança, meu cofrinho em posições bisarras e nada sexy ou um pano de fundo de um cara que não consegue enxergar o próprio pinto? hahaha Quanto ao meu corpo, meu único sentimento é de gratidão por ele ser mais uma de muitas ferramentas disponíveis para espalhar a verdade. A atitude mais coerente para com os equívocos representados por cada centímetro de banha no meu corpo é rir deles! Não porque são engraçados, mais porque são inóquos quanto a propósito. Acredito que muitos gordos olharão de forma diferente para suas panças e passarão a abençoa-las, rir delas, e se despedirem delas, pois é a única coisa que podemos fazer acerca dos equívocos.
ResponderExcluirSe este blog é uma iniciativa curiosa e interessante eu não sei, mas com certeza é um ato de amor para o mundo. O Marquinhos não existe, cara. Mas ao olhar em seus olhos, você perceberá que o que representa é verdadeiro e as idéias embutidas por trás desta iniciativa não vêm deste mundo. Basta confiar no que vê e lê.
Nada é preciso ser feito, mas pode ser feito sem culpa, sem a crença na relação sacrifício X merecimento. A dideatica está justamente aí. Estou escrevendo este blog do mesmo lugar com que como uma coxa creme na padoca, quando tomo um café com adoçante ou falo com você sobre o que é real. Não sinto privações, mas a didática não é fazer um blog mostrando que se pode comer coxinha e perder peso. Isto distanciaria ainda mais da situação em que as pessoas estão inseridas. Gordinhos continuarão a fazer exercícios e seguir dietas e isso pouco importa! Tudo pode ser feito se for encarado com o conforto de se estar em paz e é isso que tenho procurado mostrar: que não é preciso sentir desconforto, que fazer dieta não é um sacrifício. A coxinha e abobrinha são a mesma coisa se deixarmos para trás as idéias que elas representam e pararmos para sentir a energia de Deus nelas contidas.
Você poderá continuar gordo como está e sempre que for verdadeiro se permitirá ser amado, pois amor você nunca deixa de receber, você se permite ou não a receber. E se decidir emagrecer, caso sinta que sua banha é inóqua e não representa o que acredita, você não precisará ser o David Blane que faz a banha sumir, nem precisará provar por A mais B que se emagrece sem fazer dieta e exercícios. Você não é martir algum, não é mesmo?
Espero que o conteúdo que está neste blog pare de te dar desconforto e te inspire a olhar sua barriga por uma perspectiva diferente de um cobre-pinto, mas como ferramenta para compartilhar a única coisa que existe: o amor.
Obrigado, meu querido.
Com amor do seu gordinho (Ricardo, não fique com ciúmes kkkkkkkk)
Bom não te achei muito gordo. Rapidinho vc perde tudo isso aí, calculo que em dois meses, se tiver persistência. Eu já consegui perder 8kgs em um mês.
ResponderExcluirSe me permite um comentário: Ser o amor é F*%A! Mandou bem!
ResponderExcluirBjos.
Vambora ver tudo isso a fundo...
ResponderExcluirO que realmente vejo como relevante no fundamento de fazer este trabalho é o fato de mencionar que sente que isso deve ser feito, e apareceu para você.
Isso é o essencial.
Contudo, acredito que seja também uma ótima oportunidade para esgotarmos a questão, verdadeiramente.
Sugiro que tiremos o caráter pessoal, para que possamos corrigir na mente, onde o equívoco está.
Vamos lá!
Ouvimos certa vez no curso que a gordura representava o medo, e que todo o gorno manifestava um medo. Sabemos que tal afirmação não veio de uma mente plenamente clara, portanto, vamos olhá-la com cautela.
Podemos analisar diante do que já sabemos e segundo o que recebemos de locais que não deixam dúvidas.
Suponhamos que uma pessoa esteja com uma infecção brava de garganta e frequente um curso com o fito de reconhecer a verdade sobre si mesma. O que é a dor de garganta? Provavelmente (mas não necessariamente) será uma forma de auto-ataque; digo não necessariamente porque pode, em determinado momento, fazer parte do plano de uma mente sã (e isso não me cabe julgar... aliás, nada me cabe julgar). Mas pensemos sob uma óptica comum, pois conhecemos pouquíssimas (senão isolada) pessoas sãs. Nessa circunstância, enquanto ainda se confunde com suas crenças, é melhor esta pessoa tomar um antibiótico, receitado por um médico, para sanar aquela dor que pode se agravar. Trata-se de um paliativo, mas, como diz o Kaw Yin, uma pessoa dita “viva” no mundo pode aproveitar melhor o curso, porque tem ferramentas mais apropriadas. O mesmo serve para uma outra pessoa que sofre um acidente e fica com uma fratura exposta. Melhor curar a lesão para continuar no curso e compreender porque ela surgiu. Assim por diante.
O que dizer sobre a obesidade?
Será que é necessariamente uma forma de auto-ataque?
Caso seja uma forma de auto-ataque, será que a correção não se encontra no âmbito da cura da ideia equivocada que gerou a imagem de auto-ataque?
Veja bem, não se trata de ser mártir, mas de corrigir o equívoco onde ele está, e ele não está na forma, na imagem, ainda que possamos, paliativamente, corrigí-lo neste âmbito, nos utilizando das ferramentas e crenças do próprio mundo (regime, exercícios físicos, assim como o antibiótico, o gesso nos outros casos). Lembre-se que não estou no âmbito pessoal, mas sim querendo esgotar a ideia que gera o equivoco. Não digo que isso ocorre ou não com você, apenas precisamos olhar a questão como efetivamente é.
Outro ponto importante a ser observado, decorrente disso, é a questão da culpa. Se há o auto-ataque, há um sentimento de culpa, pois a auto-punição imposta decorre da crença de que se precisa ser punido, por acreditar haver exatamente uma culpa. Sendo a obesidade uma forma de auto-ataque, então decorre de uma culpa.
ResponderExcluirOnde está esta culpa? No que se come?
O que se come é meramente uma imagem, que não tem efeito real, então não pode ser a causa do que engorda. O que engorda, no fim da questão, é a culpa. Esta gera uma sensação de necessidade de punição e, assim, a pessoa se pune de diversas maneiras, uma delas é atacando o próprio corpo, tornando-o obeso e experimentando todas as dificuldades no mundo que a obesidade acarreta.
Assim, o que deve ser corrigida é a culpa, a falsa sensação de que algo errado foi feito e que, por isso, demanda uma punição, e não a alimentação e os exercícios.
Por isso digo que não se trata de ser mártir, mas de ser coerente.
Novamente repito, nada errado em se fazer uma dieta e exercícios físicos (e estamos falando em termos genéricos, dentro de conceitos existentes na mente, e não do seu caso específico), mas será só um paliativo.
Já conversamos sobre isso muitas vezes no curso, falando sobre a eliminação da culpa. Que comer sem culpa não causa nenhuma agressão ou desconforto a quem come e, portanto, não causa a obesidade.
Uma pessoa que não gosta de legumes e verduras, mas se obriga a comê-los, assim como a abandonar a pizza que tanto adora, em virtude de um corpo mais saudável, de uma dieta, estará se auto-atacando também, por fazer coisas que não lhe dão prazer, e sim o inverso, com um objetivo de mundo.
Seria necessário essa pessoa fazer este “sacrifício” para emagrecer? Não seria o caso de corrigir o equívoco da culpa?
Penso que o tal “sacrifício” pode ser feito, mas tão somente no âmbito do paliativo, e não da verdade.
Então, vamos esgotar a culpa que gera a ideia de obesidade?
Qual a razão de você estar gordo? Qual a razão de eu estar gordo? De onde vem a ideia equivocada? Há ideia equivocada? Estar gordo é necessariamente um auto-ataque?
Topas debater isso?
Estou vendo aqui uma ótima oportunidade para irmos bem fundo mesmo... vambora meu querido! Confio em você!
E ae meu querido! Achei super pertinentes os seus dois comentários. Não se preocupe em explicitar que o debate não é de caráter pessoal, pois não somos pessoas e sabemos diso. Mas para que fique claro para muitos visitantes do blog que não conhece o relacionamento que tenho com o Fábio, gostaria de dizer que somos mais do que amigos. Estamos conectados de diversas formas e compartilhamos o amor um com o outro sempre. Sendo assim, peço que entendam que este debate está em um nível profundo e que muitos leitores podem não entender muito bem do que estamos falando. Caso isto ocorra, envie um e-mail para voltandoaonormal@gmail.com e explicarei com mais detalhes.
ResponderExcluirTendo dito isso, podemos prosseguir. Cara, eu concordo inteiramente com o que disse. A gordura é sim uma forma de ataque, ainda que um pouco diferente da doença, já que em muitos casos, a pessoa é completamente saudável e gorda, assim como eu. A gordura é sim, como você disse, um produto da culpa e age principalmente na questão da auto-estima, gerando uma barreira que o impede de se relacionar. E quando digo relacionar, sabemos que só existe um único relacionamento.
Sendo assim, a eliminação da culpa é realmente o que faz com que toda a gordura corporal proveniente deste sentimento irreal se desfaça com o tempo. Não tenho dúvida que isto já deva estar acontecendo em meu corpo mesmo sem estar fazendo exercícios ou dieta.
Agora, estou na fase de descoberta dos porquês que envolvem a realização deste projeto. Assim como você, também estou tentando entender e digerir o que me veio e aos poucos estou sim recebendo algumas respostas graças à sua ajuda.
Se pensarmos no exercício como ele é feito hoje, ele não é nem um paliativo, mas sim um instrumento gerador de culpa, concorda? As pessoas ainda enxergarm o exercício como um sacrifício e ao fazê-los, a perda de peso provoca o efeito rebote, ou seja, a cada kg perdido ganhará 2 Kg depois que parar de fazê-los.
Com a dieta é exatamente a mesma coisa. Se a pessoa sente prazer em comer pizza e nojo do legume, encarando sua ingestão como um sacrifício, isto também só aumentará a culpa e com isso, a gordura.
No entanto, a maioria das pessoas come a pizza também como um auto-ataque, pois comem com culpa e sabem que vão engordar. E não é só isso. Come-se comida como recompensa de sacrifícios. Neste caso vale também aquela cervejinha que as pessoas acham que "merecem depois de um dia duro". Tentar encontrar felicidade nisso é na verdade uma baita distração que o separa de Deus, pois comer pizza e tomar cerveja não trazem felicidade.
Como disse antes, poderiamos fazer um blog de como comer pizza sem culpa e emagrecer, mas para isso precisaríamos abordar o tema culpa em um nível extremamente profundo. As pessoas teriam que passar pelo mesmo que nós dois passamos nos últimos 3 anos e a finalidade deste blog não é dar um curso Verdade Pesencial ainda que esteja 100% impregnado dele, afinal, eu estou.
O objetivo é justamente mostrar que a prática do exercício pode sim eliminar a culpa a partir do momento em que ele deixa de ser visto como uma obrigação, que não é sacrifício e não gera dor.
É mostrar que podemos comer legumes com uma nova perspectiva e gostar disso, eliminando assim a necessidade do merecimento (comi legumes a semana inteira e agora vou meter o pé na jaca com 2 pizzas e 2 litros de cerveja). Podemos comer sem nos ferir.
Podemos eliminar a culpa fazendo exercícios e comendo legumes. Mas seria extremamente difícil e complexo e entediante alguém no sofá e comendo pizza enquanto emagrece. Isto distancia as pessoas ao invés de aproximá-las.
Outra coisa que também percebi é que este blog terá este tema somente por 6 meses. Nos próximos deverá ser sobre outros N assuntos geradores de culpa e eliminação de sofrimento.
Fala querido!
ResponderExcluirAdorei!
E vambora.
Acho que podemos fazer as 2 coisas em conjunto. Tanto mostrar a inexistência de sofrimento em uma dieta com exercícios, como ir levando todos à Verdade disso.
Hoje fui à academia, depois de um longo tempo sem comparecer. Gosto de fazer exercícios, principalmente musculação, yoga, uma corridinha na esteira e coisas do tipo. Acho gostoso, assim como também é assistir a um filme.
Então, porque não fazer também?
Não fazer pode ser, em alguns casos, um auto-ataque. Uma forma de acreditar que, por ser culpado de algo, não merece aquele instante saboroso.
Algumas pessoas dizem odiar exercícios físicos; pode ser que tal atividade não coadune com a função daquele aspecto da mente, naquele momento. Tudo bem. Mas se há, de qualquer forma e em qualquer nível, um ódio a algo, há um equívoco.
Como o exercício físico está sendo visto?
Por que se faz o exercício físico?
Qual a meta adotada ao se fazer isso?
Nesse sentido, alguns encaram sim como um grande sacrifício, em prol de algo que eles nem mesmo acreditam, mas se forçam a acreditar.
De que forma isso pode ser quebrado?
Aí está a magnitude deste blog.
Que tal andarmos juntos?
Que tal irmos relatando não só a prática, que pode acabar sendo vista meramente como só mais um estímulo contrariado aos gordinhos que, depois da motivação passar, voltem a se maltratar, ou simplesmente transfiram o auto-ataque para outra ação qualquer contra si mesmo?
O que acha?
Vejo que a mente está se abrindo, cada vez mais há uma grande disponibilidade em olhar para a Realidade. Os últimos “worshops” foram cada vez mais objetivos e diretos. Pode ser um ótimo momento para falarmos de maneira mais direta.
Ao invés de “o gato subiu no telhado” podemos dizer simplesmente que o gato nunca existiu! Kkkkkk....
Amo você meu querido!
Do cacete!!! Sempre soube que estaríamos juntos nessa porque estamos juntos em qualquer parada cujo o objetivo é um só: livrar todos do sofrimento, acreditando no que se é realmente. Estou muito feliz por termos tecido isso ao longo de nossas discussões e dede já abençoamos e perdoamos todos os equívocos em torno do tema emagrecimento. Sinceridade motiva! Você acredita que ouvi dizer que a Célia não tem mais vergonha de levar sua marmitinha na aula e que se incentivou a voltar para a academia porque passou a ve-la por outro ângulo depois de ler o blog? hahaha Que animal! Só isso interessa! Obrigado sempre, meu querido! Amo você
ResponderExcluirFoda, Marquinhos, como já disse pessoalmente. Engraçado que tive, logo de cara (antes até de ler propriamente o blog), uma ideia bem diferente desta discutida com o Fábio. Meu primeiro movimento foi olhar e ver qual o caminho teria te feito tomar esta decisão. E pra mim ficou nítido.
ResponderExcluirAgora, o passo seguinte é confiar nas decisões de todas as pessoas indistintamente.
Obrigado, velho.
Má,
ResponderExcluirTudo bem? Adorei seu blog e já se tornei sua fã numero 1. Estou fazendo regime e atividade fisica a oito meses e já consegui perder alguns kilinhos, mas dei uma boa desanimana nesses dois últimos meses, mas com toda essa sua força de vontade já me animei novamente e vou correr atras para mandar para bem longe esses outros kilinhos indesejaveis. Estou adorando suas dicas...bjos
Valeu Déia!!
ResponderExcluirFico feliz pacas que você tenha se inspirado! O mais importante é fazer o exercício sem acreditar que ele é um sacrifício, pois só assim não buscará recompensas com efeito oposto! Beijos!
Parabéns pelo seu esforço e determinação! Assim como você, eu também estou numa batalha com a balança e coincidentemente começamos a mudança em nossos destinos na mesma época, a minha começou 04 de julho de 2011, no mês de junho fui passear na casa dos meus pais no Paraná e lá fui fazer aqueles exames de rotina onde pra minha surpresa o nível de glicose estava muito alto, na casa dos 180Mg/dl e o médico já receitou remédio para controlar e disse que eu estava com diabétis, fiquei muito assustado e ele falou as causas que era vida sedentária, alimentação errada, falta de atividade física e não me deu nenhuma opção para fugir do medicamento, fiquei arrasado. Bom, quando retornei pra minha casa, aqui no estado do Tocantins, entrei na internet e estudei muito sobre este assunto e vi que tinha uma solução, que era mudar a alimentação e praticar atividade física e em 04 de julho comecei mudando totalmente minha alimentação onde o primeiro passo foi cortar totalmente a ingestão de refrigerantes, diminuir radicalmente o consumo de doces, chocolates e açucar, diminui muito o consumo de produtos industrializados, enlatados, embutidos e com o passar dos dias senti que não fazem falta alguma(ainda bem!) troquei o açucar por adoçante e de vez em quando utilizo açucar mascavo ou mel, e comecei a comer a salada antes da refeição (almoço), naquela porção dita por nutricionista e a janta cortei, ficando com sanduiche de pão integral com peito de frango desfiado, alface e tomate, variando com aquele shake substituto de refeição e o de leite desnatado com granola mesmo cardápio do café da manhã e fazendo uma hora todo dia de aeróbico no eliptico que tenho em casa. No começo estava com 89Kg e em novembro já consegui baixar para 73Kg quase bom para minha altura tenho 1,68m, peso que mantenho até hoje, mas tomando muito cuidado pra não perder massa magra, tomo suplemento de whein protein, maltodextrina, polivitamínico e ômega 3 tudo nos horário passado pelo professor e faço musculação dividindo meu treino 3 vezes por semana em peito/triceps, costa/biceps e ombro/perna e corro 20~30min de esteira depois da musculação.
ResponderExcluirVocê está de parabéns e com certeza vai atingir seu objetivo dentro do prazo por você estipulado!